A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta quarta-feira (3) uma megaoperação contra uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre de forma simultânea em nove estados brasileiros e mobiliza mais de 500 policiais civis em todo o país.
Ao todo, estão sendo cumpridos 189 mandados judiciais, sendo 57 de prisão e 132 de busca e apreensão, expedidos após dois anos de investigação. O grupo criminoso causou um prejuízo estimado em R$ 5,4 milhões às vítimas, utilizando métodos sofisticados para acessar contas bancárias e dificultar o rastreamento dos valores desviados.
As investigações revelaram um esquema estruturado de fraudes, com atuação nacional. De acordo com o delegado Emmanoel David, foi possível mapear toda a estrutura da quadrilha, identificar os líderes e rastrear o fluxo do dinheiro ilícito. “Esse trabalho minucioso é o que permitiu chegar a esta fase da operação”, afirmou.
Segundo a PCPR, os autores intelectuais dos golpes foram identificados no estado de São Paulo, de onde coordenavam as ações da quadrilha em diversas regiões do país. O delegado Reinaldo Zequinão destacou que a análise detalhada do material coletado durante as investigações foi fundamental para comprovar a participação dos envolvidos e entender a dinâmica da movimentação financeira criminosa.
Mandados estão sendo cumpridos em 27 cidades
As ordens judiciais estão sendo executadas nas seguintes cidades:
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Rio Grande do Sul: Gravataí, Viamão, Canoas, São Leopoldo, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Parobé, Esteio, Cachoeirinha e Victor Graeff.
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Santa Catarina: Joinville.
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São Paulo: São Paulo, Ribeirão Preto, Sorocaba, Peruíbe, Conchal e Chavantes.
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Rio de Janeiro: São Gonçalo e Rio de Janeiro.
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Distrito Federal: Samambaia e Santa Maria.
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Goiás: Planaltina.
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Pará: Marabá.
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Tocantins: Augustinópolis, Araguaína e Palmas.
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Maranhão: Governador Edison Lobão e Imperatriz.
A operação visa desarticular completamente a quadrilha, identificar todos os envolvidos e reunir provas que sustentem futuras denúncias. O material apreendido nesta etapa servirá de base para novas fases da investigação.


