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sexta-feira - 24 abril - 2026
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Jejum prolongado: o que acontece no corpo após 36 horas sem se alimenta

O jejum prolongado tem ganhado espaço nas discussões sobre saúde e bem-estar, despertando curiosidade sobre seus efeitos no organismo. Após cerca de 36 horas sem ingestão de alimentos, o corpo humano passa por mudanças metabólicas significativas.

Nesse estágio, o organismo entra em um estado conhecido como cetose, quando os níveis de insulina caem e o fígado intensifica a produção de corpos cetônicos. Com isso, a principal fonte de energia deixa de ser a glicose e passa a ser a gordura armazenada. Esse processo é apontado como um dos responsáveis por relatos frequentes de redução da fome e maior sensação de clareza mental.

Outro mecanismo que ganha destaque nesse período é a autofagia, um processo natural de “reciclagem” celular, no qual o corpo elimina estruturas danificadas e otimiza seu funcionamento. Pesquisas indicam que essa resposta pode estar associada à regeneração celular e à adaptação do organismo em períodos de escassez alimentar.

Após esse ponto, os efeitos tendem a se intensificar. No entanto, o corpo também ativa mecanismos de conservação de energia. Entre os sinais mais comuns estão a desaceleração do metabolismo, aumento da sensibilidade ao frio e possível redução da disposição física.

Especialistas alertam que, ao encerrar um jejum prolongado, a reintrodução alimentar deve ser feita de forma gradual. A recomendação é priorizar alimentos leves e de fácil digestão, evitando sobrecarga no sistema digestivo e desconfortos gastrointestinais.

Embora o tema desperte interesse, profissionais de saúde reforçam que práticas de jejum prolongado devem ser avaliadas com cautela e, preferencialmente, acompanhadas por orientação especializada.

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