O Hospital Torao Tokuda, em Apucarana, recém-integrado ao Programa Opera Paraná, já apresenta resultados significativos na redução da fila de cirurgias eletivas no estado. Administrado pelo Instituto Santa Clara por meio de contrato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o hospital realizou 132 procedimentos nos primeiros dez dias de atuação no programa. A expectativa é de que a unidade alcance cerca de 450 cirurgias mensais, beneficiando moradores de Apucarana e de toda a região.
O impacto para a população é imediato. Liz Betina Matias, de 5 anos, foi a primeira paciente operada na unidade. A menina passou por cirurgia de adenoide e amígdalas, após quase três anos de espera. “Ficamos satisfeitos com o atendimento, com a alimentação e a limpeza. Foi tudo muito bem feito”, contou a mãe, Keller Correia de Oliveira Matias, que também aguarda por um procedimento cirúrgico de bexiga há cerca de dois anos e será operada nos próximos dias.
Lançado em 2022, o Programa Opera Paraná vem promovendo uma transformação expressiva na saúde pública do estado. De 2021 a 2024, o número de cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná saltou de 331.787 para 2.079.521 — um aumento de 526%. Atualmente, o estado realiza, em média, 2.100 cirurgias eletivas por dia, o equivalente a 87,5 procedimentos por hora.
Esse avanço é resultado de um investimento superior a R$ 1,3 bilhão do Governo do Estado, por meio da Sesa. Na primeira fase do programa, R$ 150 milhões do Tesouro Estadual possibilitaram um aumento de 47% nos procedimentos de 2021 para 2022. Na segunda etapa, foram destinados R$ 450,6 milhões, garantindo um crescimento adicional de 20% entre 2022 e 2023. Em março deste ano, durante o evento Saúde em Movimento, em Foz do Iguaçu, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou mais R$ 350 milhões para a continuidade do programa.
“O Opera Paraná representa o compromisso do Governo do Estado em devolver dignidade e qualidade de vida aos paranaenses. Com investimentos robustos e uma gestão comprometida, estamos transformando números em histórias reais de quem voltou a viver sem dor e sem sofrimento”, destacou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.


