O presidente da Câmara Municipal de Apucarana, vereador Danylo Acioli (Movimento Democrático Brasileiro), elevou o tom nesta quinta-feira (19) ao comentar a crise no sistema prisional do município. Após a terceira sessão ordinária do ano, o parlamentar defendeu abertamente a construção de um presídio industrial ou agroindustrial, fora da área urbana, como solução para a superlotação e os riscos à segurança na unidade atual, localizada na região central.
Segundo Acioli, a carceragem opera muito acima da capacidade. De acordo com ele, o espaço projetado para 80 detentos abriga atualmente cerca de 480 pessoas, com apenas três policiais penais responsáveis pela custódia. “Hoje, no centro da cidade, nós temos uma bomba que está para explodir a qualquer momento”, afirmou, ao justificar a necessidade de reforço estrutural e de efetivo na segurança pública.
O vereador argumentou que a construção de um novo presídio garantiria não apenas melhores condições de custódia, mas também aumento no número de agentes penitenciários. Ele destacou que a resistência histórica à instalação de uma nova unidade penal no município se baseou no temor da atuação de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Para Acioli, a realidade atual demonstra que o problema não foi evitado com a ausência do presídio.
De acordo com o presidente da Câmara, há viabilidade financeira para a obra. Ele afirmou que o Governo do Estado dispõe de R$ 70 milhões para a construção de uma unidade prisional com perfil industrial ou agroindustrial, modelo em que os detentos trabalham, recebem remuneração e participam de programas de ressocialização. “O Estado disponibiliza os recursos. Se oficiarmos hoje, o presídio pode ser construído em Apucarana. O problema é que tratam isso com muita politicagem e fogem de um tema que é melindroso”, declarou.
Além da pauta da segurança pública, Acioli informou que, na sessão ordinária, foram aprovadas alterações no Fundo do Esporte, discutida a reforma do Espaço das Feiras e definido o calendário de sessões itinerantes. Para esta sexta-feira, estão previstas sessões extraordinárias para votação do reajuste salarial dos servidores municipais e dos funcionários da Câmara. Segundo ele, não haverá aumento para cargos em comissão. “Entendemos que esse não é o momento fiscal da cidade para esse tipo de reajuste”, concluiu.


